Wednesday, August 6, 2008

Ah e tal!

Continuo na senda dos vídeos. Desta vez recorro aos nacionais para falar do meu team mate. Todos os dias faço um esforço por não me partir a rir de cada vez que o meu colega de equipa se põe a relatar as reuniões com o cliente. Conversa de ontem (literal, apenas oculto identidade dos envolvidos):

- Então como foi a reunião?
- Foi bem, só que eu estava na reunião e perguntei-lhe
- Ah e tal como é que podem ser estes valores?
- E vai ele e responde
- Ah e tal que são coisas que recebe de outros
- E eu vou e digo
- Mas como é que a gente sabe se são correctos?
- Aí ele vem e põe
- Ah e tal eu posso perguntar mas não garanto porque estas situações são sempre complicadas
- E eu Ah! mas a gente tem que botar um número final no papel

Eu já não podia aguentar mais e tive que sair da sala com a desculpa mais esfarrapada
- Tenho que ir ao quarto de banho

Para os mais esquecidos: 

Tuesday, August 5, 2008

Super Fly!

Dia produtivo hoje. 
Estava numa reunião com o cliente e começou-se a falar do Batman, depois derivou-se para super heróis e finalmente para heróis estúpidos e/ou politicamente incorrectos. Vai daí eu lembrei-me da Superfly, que ninguém conhecia e será eventualmente o mais politicamente incorrecto herói de todos. E quando saí da reunião lá fui procurar a SuperFly. Estivemos uma boa meia hora a rir-nos dos vários cartoons. As cenas violentas desaconselham o visionamento por pessoas mais sensíveis. Este cartoon já tem uns 10 anos (yup, já consigo falar de coisas passadas há 10 anos atrás com a maior naturalidade) mas não consigo parar de me rir de cada vez que me lembro da Superfly: 

- You know who's your daddy?
- I'm your daddy!!
- How come I'm your daddy?
- Because I did it with yo momma!!!
- You do suck! But not as good as yo momma!
- Supafly! Bonsai!




Gostaram? Querem mais? É só ir aqui:
http://www.joecartoon.com/cartoons/channel/4-super_fly

Sunday, August 3, 2008

Vida de consultor é frescura não!

Eu sei que deveria ser mais cauteloso sempre que alguém anuncia algum tipo de facilidades mas acho que faz parte da natureza humana querer acreditar no melhor dos cenários. E assim eu quis acreditar quando me diziam que o 'summer internship' em consultoria seria um 'walk in the park' porque eles querem convencer-nos a aceitar a oferta no final. Pura mentira. Já todos sabem que vida de consultor não é fácil, ou como dizem os zucas, vida de consultor é frescura não! E portanto a vida de um summer também não é fácil.

No caso do meu projecto pelo menos tenho a vantagem do meu manager não gostar de trabalhar aos fins de semana, coisa de que nem todos se podem orgulhar. Mas de segunda a sexta a minha rotina é mais ou menos esta:
6.30 - Despertador apita. Leva murro
6.40 - Despertador volta a tocar e é esmurrado pela segunda vez
6.50 - Despertador toca de novo, é esmurrado e insultado
6.55 - Saio da cama e visto uns calções e uma t-shirt
7.00 - Saio para o gym
8.00 - Sauna e relax
8.30 - Duche
9.00 - Entro no escritório ou apanho um táxi para o cliente
Trabalho, trabalho
14.00 - Alguém se começa a queixar que tem muuita fome e precisa de comer qualquer coisa
14.30 - O mais desesperado toma uma decisão. Pede-se almoço ou saímos para comer qualquer coisa
15.15 - De volta ao trabalho
Trabalho, trabalho
22.00 - Alguém se queixa que tem muita fome
23.00 - Ou pedimos jantar ou vai fechar tudo. Pede-se jantar
23.30 - Chega a comida e o pessoal come
00.00 - Volta ao trabalho
02.00 - Fechamos o dia. Amanhã há mais

As sextas costumam ser mais relaxadas por isso quinta à noite ainda dá para sair e divertir-se por isso no geral dá para sair umas 3-4 noites por semana. E a outra vantagem é que com tão pouco tempo é impossível gastar muito dinheiro. Eles só querem o nosso melhor.

Tuesday, July 22, 2008

The Caipirau

Estou de volta a Boston atrás do meu visto e resolvi pôr de lado a preguiça para escrever um post. Na verdade, nos últimos tempos têm sido mais os horários loucos de trabalho do que a preguiça quem me têm impedido de escrever. Desculpas.


Estava a falar com A. há dias quando ela disse

- I was reading your blog...

- Espera aí, mas como 'reading my blog' se ele está em português?

- Eu uso o google para traduzir. Há coisas que não fazem sentido mas dá para entender o sentido geral do texto. Mas há algumas coisas engraçadas.


Naturalmente, a minha curiosidade impulsou os meus dedos para o teclado 'google.com' e toca a traduzir isto. Deixo algumas pérolas da tradução googliana:


2 de Março
'Filhos da puta dos geeks' é 'Children of a bitch of geeks'

11 de Março
'Com as calças na mão' - 'with the trousers in hand'

20 de Junho
'Fomos à vida' - 'We went to life'

23 de Abril
'Tá heat!'

6 de Março
'Do lado dos democratas, a gaja' passa a 'From the side of the democrats ass'

4 de Abril
'I am a day of anger blogger'

Tuesday, July 1, 2008

Viajar no Brasil. Sugestões?






Estou para aqui a planear as minhas viagens pelo Brasil e resolvi que nada melhor que ouvir opiniões de quem já conhece. Tenho alguns itinerários e não acho que consiga fazer mais de 3 ou 4 até final do inverno por isso sou todo ouvidos para estabelecer um ranking.

Itinerário 1: Natal. Pipa (festa!), Macau, Mossoró (Praia Ponta do Mel), Fortaleza, Canoa Quebrada, Jericoacoara, Delta do Parnaíba, Lençóis Maranhenses, São Luís.

Itinerário 2: Manaus, Tefé, Tabatinga, Manaus, Itacoatiara, Parintins, Santarém, Monte Alegre, Belém.

Itinerário 3: Cambará do Sul, Canela, Gramado e trekking pelo Parque Nacional de Aparados da Serra.

Itinerário 4: Pantanal. Cuiabá, Poconé, Rodovia Transpantaneira, Rio Claro, Cuiabá.

Itinerário 5: Porto Seguro, Arraial d'Ajuda, Salvador, Mangue Seco, Coruípe (Espelho), Chapada Diamantina, Maragori, Carro Quebrado, Recife, Olinda, Tamandaré

Itinerário 6: Rio de Janeiro, Angra dos Reis, Ilha Grande, Paraty, Sampa

Fico a aguardar sugestões...

O fenómeno da bola

Eu, que acompanho as notícias da lusolândia de longe com leituras apressadas de algum jornal diário, estou um pouco farto dessa categoria de comentadores que despreza o mundo da bola sem se calhar se aperceber que ao exteriorizar o seu desprezo estão também eles a tornar-se parte do fenómeno.

A moda não é nova e surge de cada vez que ocorre algum evento futebolístico de maior importância. Nessa altura vemos esses comentadores a clamar contra o país, o povo, os políticos, o governo, os jornalistas e os comentadores (os outros, claro!) por deixarem os problemas importantes do país para segundo plano e focarem-se no futebol. Claro que isto vem sempre com a expressão 'isto só aqui' que nem sequer é verdadeira porque nos vários países que já conheci acontece o mesmo. Excepção talvez para os Estados Unidos que não têm grandes eventos de selecção com os quais a populaça vibre.

Mas a outra piada deste fenómeno acontece quando Portugal perde, o que sempre aconteceu uma vez que nunca ganhámos nada nestas coisas do futebol de selecção. Invariavelmente, vêm os comentadores fazer todo o tipo de leituras políticas sobre o fenómeno. Desta vez era hilariante ler coisas como que foi uma humilhação para os nossos emigrantes porque perdemos contra as selecções dos que são patrões deles. Por essa leitura, sempre que ganhámos ao Luxemburgo por 6 secos infligimos uma humilhação histórica a esses patrões e os portugueses emigrantes sentir-se-ão de repente recompensados de anos de humilhação. Mas esperem aí, não são estes emigrantes que sempre elogiam os tais patrões e os países que os acolheram e permitiram que reconstruíssem a vida? Pormenores.

Pode ser da distância mas o circo político em Portugal parece-me cada vez mais ridículo, mesquinho e desalentador.

Monday, June 30, 2008

Fazenda Capoava





Este fim de semana estive em Itu, no interior de São Paulo, na fazenda de um amigo. O programa não podia ser melhor: inauguração do campo de futebol. Relvado a estrear e um monte de gente com fome de bola. Claro que não pode haver festa sem churrasco. 

Valeu a pena dormir apenas 4h para acordar cedo no sábado. Chegámos ainda não eram 11h e já se sentia o cheirinho da picanha a sair do espeto. Foi pousar o saco e correr para o campo para o primeiro jogo. O esquema eram jogos de 15 min ou 2 golos. Esquema bota fora e em caso de empate saía a equipa há mais tempo em campo. Nós fizemos uma primeira série de 5 vitórias e 1 empate e depois disso não conseguimos encadear mais do que 2 vitórias. Acho que o cheiro da carne a sair do churrasco e a cerveja e caipirinha frescas eram mais fortes.

O dia acabou com um sambinha e à noite saimos em Itu. Fomos à Zoff onde tínhamos reservado um camarote. Muuiiito bom!

Hoje foi dia tranquilo. Piscina, almoço, sol, sesta e viagem de regresso. A fazenda é espectacular. Tem um rio que a corta a meio, uma piscina ao lado, o campo de futebol, court de ténis. E a paisagem à volta é lindíssima. Muito tranquilo.

Para a semana vou passar o fim de semana noutra fazenda, desta vez num evento da BCG.

Tuesday, June 24, 2008

Sampa, a cidade interrompida

Vinha no assento de trás do táxi com o ruído de fundo do condutor que me falava das maravilhas de Maceió e observava a cidade que passava por mim lentamente, ao ritmo do trânsito de São Paulo. Interrompida foi a palavra que melhor me pareceu descrever o que via.

Interrompida porque entre modernas torres de escritórios com gradeamentos gigantes aparecem prédios detrás de malhas à espera que alguém os acabe. Como se alguém se tivesse arrependido de ter iniciado a obra justamente quando ela estava quase terminada.

Interrompida porque as largas avenidas desembocam invariavelmente em pequenas vielas, ou ruas que parecem vielas porque à escala da avenida que cortam envergonham-se e encolhem-se. Quem desenhou as avenidas com certeza achou que a grandeza da sua obra se deveria sobrepor à pequenez das vias já plantadas mas esqueceu-se que a inarmonia mitiga o tamanho.

Interrompida porque entre os diferentes bairros da cidade não se vislumbram pontes e cada um vive numa ilha com a sua gente e para a sua gente, mirando com desconfiança qualquer via que os tente enlaçar, seja ela uma estrada ou um transporte.

Entretanto, do alto do 19º andar de uma torre no Morumbi eu tento vislumbrar uma harmonia que não encontro. Talvez porque me falte imaginação para arquitectar mentalmente uma cidade contínua. E entretanto esperam-me 40 minutos de viagem para cruzar dez quarteirões. Tudo porque ninguém se lembrou que é difícil fazer uma melodia a partir de retalhos.

Monday, June 23, 2008

A masmorra no boliche


Como aqui foi documentado, sexta passada tivemos happy hour do escritório num bowling (aqui é boliche) em Sampa. Fica aqui um documento fotográfico do evento. Na foto estão os meus companheiros de sala, que internamento tem o sugestivo nome de masmorra. Porquê masmorra? Porque estamos na sala com menos luz do escritório e porque, dada a quantidade de palavras impróprias e asneirada que é trocada cá dentro, a porta está SEMPRE fechada. O que acontece na masmorra fica na masmorra.

Quem inventou a distância não conhecia a saudade

É só isto por hoje