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Thursday, January 8, 2009

Daily commute

Leave the University Inn
Turn left into the goat path before hitting the road
Go all the way through the pinneaple and corn field
Climb the small dirt hill
And turn right into the main road
When you see the dumpster on your right you're really close to URI
Walk 50 meters and you'll see URI banner. You arrived at your destination

Tuesday, January 6, 2009

First day at the office

Sarah with one of the tailors

Emily, Joseph, myself and Sarah

First day at work. Yesterday we were introduced to everyone and we scheduled for this morning a conference call with Irene, the CEO of the organization who we briefly met in Kampala.

The 5 minute walk to the office is made through the middle of bushes, pineapple and corn fields. That’s our way of escaping the dusty main road. The office is a cute house and it’s a lot fresher than I could expect for a place without air conditioning.
As I could probably anticipate, the picture they made in the US of the poor work conditions here was exaggerated. They’re obviously poor when compared to a top-notch company in the US but they’re definitely decent. The internet connection is fine, slow but perfectly ok to check email and navigate through most websites. The only problem is that the four of us have go share two connections.

We use a cell phone to call Irene since someone took home the only phone with conference call capabilities. Funny. The conference call is not of great help, they have very few answers and it appears that we have to build a strategic plan from scratch. That was not exactly planned but we’ll see.

The day at the office ends at 5pm. We go to town to run errands: phone card, groceries, a soccer ball that we forget to buy. I understand what it feels to be a minority. We’re the center of all attentions wherever we go. We enter what it looks like a street market. A lot a men with sewing machines tailor suits and dresses on the street. That might explain why and how people look so groomed here.

Joseph, a phone card seller, runs to us. He wants to sell phone cards but we already bought ours. It doesn’t matter, he just wants to know about us: where are we from, what are we doing here, when are we leaving.

- I want to visit all your countries, he says

Sunday, January 4, 2009

Day 0 in Uganda

After missing the first try to land, I finally arrive at Entebbe, the international airport in Uganda. Leaving the airport is easy, $50 for the visa, no questions made, 10 minutes waiting for the luggage, I wave the customs officer as I walk towards the door and I’m officially in Uganda. A quick look around and I see my name written in a small piece of paper, I’m glad I put my glasses on. Messiah, not The Messiah I suppose, is going to drive me to Kampala, a 45-minute ride on a pretty decent road.

The drive at night is a unique experience. The lanes very lightly marked on the road are a suggestion, not a rule. Very few accept the suggestion so you can easily see 4 or even 5 cars running side by side in two rather narrow lanes. The experience is somehow like Space Invaders. The computer game remember? Imagine you’re at the bottom looking up at the spacecrafts. You see 5 pairs of lights flashing at you, going left and right with no apparent pattern, and you have to find your way through trying to avoid the lights. Messiah is particularly good at it, which I appreciate.

During the ride I get to know a few things about Uganda. Although most people’s names are biblical they don’t care shit about religion. Gas prices are pretty high, around $2 the liter, because the government imposes gas shortages to collect more taxes. Nightlife in Kampala is a paradise for girls, they have campus nights on Tuesdays and Fridays when students go out and girls don’t pay, they have ladies night on Thursdays, Sundays and most Saturdays when girls don’t pay, so as long as girls stay at home on Mondays and Wednesdays they can get hammered pretty cheap. I also learned that the land is fertile but since the price of commodities went down, people do subsistence agriculture.

Arriving to Kampala is not remarkable. A bunch of tall buildings, some lights, a casino, a few gatherings, nothing more. The hotel is fine, maybe too expensive for what if offers but it’s clean and has no bugs. I’m exhausted and I fall asleep before I can even think about it.

Last words before landing in Africa

This is it! I'm 1h away from boarding on the flight that will take me to Uganda. After months of preparation, imagining what it will look like, trying to come up with all 'what if this goes wrong' possible, I'm finally a few hours away from the real thing. Coming all the way from San Francisco, by the time I land in Entebbe I will have spent 22h on planes in less than 48h. Not bad.  

Everything is packed and checked-in but I still think I forgot something. We'll see. I believe in improvisation. I believe it is a valuable skill in Uganda. Or at least that's what they say there.

If nothing goes wrong, and that's something I don't take for granted, the team will be together Sunday evening at the Mosa Court Apartments in Kampala. And Monday morning we'll head to Mbarara in the Southwest. The rest we'll see. There is more to come and we'll post it here.

Sunday, January 4th, the Office will be settled in Uganda.

Sunday, December 14, 2008

4x4x4?4

This is an adventure of fours. 

The 4th of January sets the kick-off of our project, the day we all arrive in Uganda. By we I mean the 4 MIT students who will be working with URI in Mbarara, in the southwest of Uganda. The 4 of us represent 4 different nationalities: Emily from the US, Sarah from Australia, Andres from Venezuela, and myself from Portugal. We will spend 4 weeks in Africa, although one of those will be dedicated to chilling somewhere around. And the last 4, the number of countries we will be visiting: Uganda, Rwanda, Tanzania, Kenya.

Oh, I forgot a last 4, hopefully the 4 that will be back in Boston in February :)

Friday, December 12, 2008

Fim de semestre

Hoje terminei oficialmente o meu 3º semestre do MBA depois de 3h de exame de finanças. Para minha infelicidade, isso significa que já só falta 1 semestre para isto terminar. Estou deprimido.

Lá fora chove abundantemente e não me apetece pensar na mala que tenho que fazer para 1 mês e meio e 3 geografias diferentes. Ah! E que caiba tudo numa carry-on para não ter que fazer check-in. Criatividade...

Vou conseguir sair de Boston este ano sem ter visto neve, um upgrade significativo face ao ano passado quando, a estas alturas, já contávamos a neve em metros. E depois só volto ao frio em meados de Fevereiro, sweet!

Vou fazer a mala. Ugh :(

Sunday, August 3, 2008

Vida de consultor é frescura não!

Eu sei que deveria ser mais cauteloso sempre que alguém anuncia algum tipo de facilidades mas acho que faz parte da natureza humana querer acreditar no melhor dos cenários. E assim eu quis acreditar quando me diziam que o 'summer internship' em consultoria seria um 'walk in the park' porque eles querem convencer-nos a aceitar a oferta no final. Pura mentira. Já todos sabem que vida de consultor não é fácil, ou como dizem os zucas, vida de consultor é frescura não! E portanto a vida de um summer também não é fácil.

No caso do meu projecto pelo menos tenho a vantagem do meu manager não gostar de trabalhar aos fins de semana, coisa de que nem todos se podem orgulhar. Mas de segunda a sexta a minha rotina é mais ou menos esta:
6.30 - Despertador apita. Leva murro
6.40 - Despertador volta a tocar e é esmurrado pela segunda vez
6.50 - Despertador toca de novo, é esmurrado e insultado
6.55 - Saio da cama e visto uns calções e uma t-shirt
7.00 - Saio para o gym
8.00 - Sauna e relax
8.30 - Duche
9.00 - Entro no escritório ou apanho um táxi para o cliente
Trabalho, trabalho
14.00 - Alguém se começa a queixar que tem muuita fome e precisa de comer qualquer coisa
14.30 - O mais desesperado toma uma decisão. Pede-se almoço ou saímos para comer qualquer coisa
15.15 - De volta ao trabalho
Trabalho, trabalho
22.00 - Alguém se queixa que tem muita fome
23.00 - Ou pedimos jantar ou vai fechar tudo. Pede-se jantar
23.30 - Chega a comida e o pessoal come
00.00 - Volta ao trabalho
02.00 - Fechamos o dia. Amanhã há mais

As sextas costumam ser mais relaxadas por isso quinta à noite ainda dá para sair e divertir-se por isso no geral dá para sair umas 3-4 noites por semana. E a outra vantagem é que com tão pouco tempo é impossível gastar muito dinheiro. Eles só querem o nosso melhor.

Saturday, May 24, 2008

1 ano já está

Esta semana terminou oficialmente o meu 1º ano de MBA. Estou triste. Quer dizer que já só tenho mais um ano :(
Eu sempre tive vocação para estudante e acho que o MBA está a prová-lo. O ano que passou foi riquíssimo em experiências e só de pensar quase me ponho a chorar. Resumindo as aprendizagens deste ano:
- A melhor forma de aprender conhecimentos de gestão é pela via prática e de preferência pressionado por alguém que sabe mais que nós e que nos massacra até ao mais ínfimo erro;
- A corrupção é 'um imposto aleatório' e que o único problema disto é ser aleatório;
- É possível comprovar cientificamente a fraude nas eleições venezuelanas;
- Viajar é a melhor forma de gastarmos dinheiro. Estive na Islândia, Miami, Connecticut, Londres, Los Angeles, Cayman Islands, Las Vegas, Israel, Chicago, Austin, Colômbia, Vermont, Rhode Island. No próximo ano outras virão.
- O melhor de um MBA são as pessoas. Conheci gente interessantíssima e com experiências fantásticas.
Espero que o segundo ano seja pelo menos tão bom como o primeiro. Daqui a uma semana estou de partida para o Brasil e já contarei como vão as coisas por lá.

Tuesday, April 15, 2008

Foi você que pediu um MBA?

O top 5 das deixas preferidas dos meus amigos quando se dignam a falar comigo é o seguinte:
1. Estás a fazer um MBA em turismo?
2. Isso é que é boa vida. E a malta aqui a sofrer...
3. Mas tu algumas vez estudas?
4. Eu também gostava de fazer um MBA.
5. %$&*^$@^#$

E eu até tenho pensado se de facto eles têm razão. Olhei para a coluna da direita do blog e eis o top 5 dos assuntos:
1. Viagens (13 posts)
2. Boston (12 posts)
3. Festa e MBA ex-aequo (11 posts)
5. MIT (10 posts)

Ora este top contraria alguns dos comentários. Se bem que viagens e festa estão bastante bem colocados, MBA aparece no em 3º o que revela um equilíbrio entre trabalho e lazer que é saudável. Portanto, respondendo à deixa nº3: Sim, eu também estudo. Quando à deixa nº1 eu respondo: um MBA não tem especialização, eu saio daqui com um MBA e ponto. Não existem MBA's nisto ou naquilo.

Quanto às deixas nº2, nº4 e nº5 elas são tipicamente tugas. Aquele gajo é que tem sorte, eu sou um pobrezinho, nós somos uns sofredores. Querem fazer um MBA? Nada mais fácil. Estudem o GMAT, escrevam os ensaios necessários, candidatem-se. O problema 'graveto' não existe num MBA, não por acaso as candidaturas são 'cegas' no que respeita à situação financeira do candidato. Portanto quem se queixa é porque tem preguiça de se candidatar ou está acomodado ao seu sofrimento.

Já agora as deixas preferidas quando eu uso este último argumento são:
1. Isso é muito fácil dizer
2. Eu tenho uma casa para pagar
3. A minha situação actual não me permite

Resposta? Bullshit!! É muito fácil dizer e concerteza muito mais difícil fazer, não por acaso me custou dois anos para entrar. Portanto para estes vejam o argumento 'preguiça'. Para os demais, bullshit! Uma casa vende-se, uma situação que os leva a queixar-se diariamente não permite o quê? Aspirar a uma situação melhor?

Resumindo. Foi você que pediu um MBA? Trabalhe para isso! Ah! E com este post MBA passa para o 3º lugar isolado na lista de assuntos :)

Wednesday, March 12, 2008

São Paulo, Brasil

Já tenho destino para o Verão! Para aqueles que nem fazem a mínima do que estou a falar eis o esquema. O MBA é de dois anos durante os quais, para além das viagens, festas, jantares ah! e estudo, é suposto que façamos um estágio de 3 meses durante o verão. No fundo, o estágio é uma forma de nos posicionarmos para o emprego pós-MBA e das empresas nos agarrarem antecipadamente antes de começar a verdadeira guerra no próximo ano.

Vai daí que temos todo o processo de namoro que no meu caso terminou comigo entre Telecom em Londres, Energia em Houston, Consultoria em São Paulo e com um ouvido em San Francisco que demorou demasiado a fazer-se ouvir. E como eu não conseguia mesmo decidir-me, veio à tona a alma cigana e pus-me a regatear. A ciganada deu resultado e os brazucas acabaram por me convencer.

Portanto, a partir de Junho e até final de Agosto serei consultor em São Paulo (ou pelo menos terei aí uma casa, já que o trabalho me deve pôr a viajar com frequência). Depois do verão logo se verá.

Apesar de estar no outro lado do mundo onde será inverno em Agosto, as temperaturas deverão rondar os 20º. Portanto, preparem as malas e comecem a pensar numa visitinha. Até porque estamos ao lado de outras atracções.

Monday, March 10, 2008

O anunciado fim do Caipirau

À falta de decisão sobre o futuro deste blog, é já oficial que o Caipirau, o antro luso-brasileiro em Boston, deixará de existir a partir de Junho. As razões são várias mas a principal é o contínuo fluxo de queixas dos vizinhos que torna qualquer festa nesta casa num pesadelo de chamadas dos vizinhos e visitas da polícia. 

Sendo assim, decidi mudar-me para outro antro mais amigo de festas. Há uns tempos uma malta do MBA que se gradua este ano perguntou se alguém estava interessado em ficar com a casa onde estão agora, um T3 num dos melhores bairros de Boston no meio de uma das zonas de noite. Conversa para cá e para lá e finalmente fechámos o negócio. E assim a partir do próximo ano lectivo irei partilhar casa com um mexicano e um espanhol. Há perigo de que a casa venha abaixo mas a senhoria gosta de latinos e os vizinhos costumam juntar-se às festas, por isso eliminamos o risco de queixas.

E assim, sem caipirau, terei que decidir se o blog se manterá com este nome ou não. Talvez abra uma poll daqui a uns tempos para que o público se pronuncie :)

Monday, March 3, 2008

Da teoria dos discos de fogao

Acho que ando a ligar demasiados discos no maximo...

Gamaram-me o portatil

Atencao: este post tem linguagem potencialmente ofensiva.
Esta semana gamaram-me o portatil, por isso ando com um chaco e agora e que nao ha mesmo acentos nem cedilhas. Se eu apanho o filho da puta que mo gamou dou-lhe um enxerto que lhe parto as pernas. O grandessissimo cabrao gamou-me o computador dentro de uma sala com gente la dentro, portanto ha forte probabilidade de ser alguem que eu conheco. Filhos da puta dos geeks!

Tuesday, February 26, 2008

The Underdog

Éramos apenas 12 para jogar um torneio de um fim-de-semana com 3 jogos por dia, quando a maioria das equipas tinha entre 18 e 25 jogadores. Éramos os pobrezinhos do torneio, aqueles com quem todos simpatizam. Vimos de um MBA relativamente pequeno (380 admitidos anualmente contra 800 a 1000 dos maiores). Saímos todas as noites até altas horas da madrugada apesar de jogar as 8h30. Lesionam-se dois jogadores ao fim do terceiro jogo e outros dois pouco mais podem que andar depressa. Os árbitros têm pena de nós porque, na realidade, damos pena em campo.

E eu pergunto. Como é que nestas condições consegue uma equipa chegar a final de um torneio de futebol? Para qualquer bom entendedor de futebol a resposta devia ser imediata: catenaccio! Sim senhor, somos os mestres do catennacio. Apenas um golo encaixado e de penalty e um golo marcado por jogo, todos de bola parada e jogada ensaiada. Já dizem os italianos: são as defesas que ganham torneios.

Claro que, no final do domingo, nenhum de nós conseguia andar em condições normais, mas isso foi secundário. Ninguém pensava sequer conseguir chegar ao segundo dia de torneio, quanto mais chegar ao fim do segundo dia ainda a jogar. O episódio cómico foi que, tal era a confiança na equipa, que 3 marcaram voo para 30m depois da final, o que obrigou a antecipar a final para que eles pudessem chegar a tempo ao avião. Gosto de ser o Underdog.

Saturday, February 23, 2008

Austin, Texas

Este fim-de-semana vou estar em Austin, Texas. A razão é o torneio de futebol de MBAs. Vão ser uns dias duros, como sempre. Hoje foi o dia de treino e verificação dos campos. A temperatura está fantástica, céu aberto e sol, perfeito para um fds de bola. Amanhã três jogos, domingo mais três e depois vai ser uma ressaca física :)

Entretanto vamos tendo tempo para conhecer Austin e a noite texana…

Saturday, February 9, 2008

Rumor


Rumor é uma instituição da nossa escola, MIT Sloan pois claro. Não estou aqui a falar de nenhuma campanha de boatos mas de uma discoteca de Boston para onde rumamos todas as quintas-feiras, quase sem excepção.
O porquê desta devoção é difícil de explicar. Os porteiros e seguranças são em geral extremamente mal-educados e brutos, mesmo para gente que, como nós, aí gasta todas as semanas e tem mesa reservada semanas após semana. É também um dos locais mais caros de Boston e habitualmente está cheio ao ponto de quase não se conseguir assentar pé no chão. Então porque razão continuamos a rumar ao Rumor religiosamente? Poderia dizer que a inércia é a primeira das razões, mas na realidade há motivos válidos para que esta tradição se mantenha. As melhores quintas-feiras de Boston acontecem no Rumor, o ambiente é excelente e, talvez ainda mais importante, a selecção de música latina é impagável. Obviamente a inércia joga o seu papel. Vamos porque sabemos que sempre encontramos alguém conhecido, ou porque não queremos perder tempo a pensar em planos alternativos. Mas, independentemente das razões, o facto é que estamos no Rumor todas as quintas. E aí temos a nossa mesa reservada, do nosso lado esquerdo a mesa da malta do segundo ano do MBA, do nosso lado direito a mesa da malta de Harvard.
O outro facto é que as quintas-feiras de Rumor dão geralmente que falar e têm sido fonte de momentos memoráveis. Talvez os pormenores sejam demasiado sórdidos para este mui respeitável blog mas aqueles que forem mais curiosos têm uma solução fácil: venham a Boston enquanto eu estiver por cá e ficarão a conhecer a magia das quintas-feiras no Rumor.

Wednesday, February 6, 2008

Regresso as aulas e Leilões

E eis que ao fim de um mês de blog eu finalmente falo de aulas. É verdade! Eu estou aqui para estudar, apesar de não parecer por vezes.
Hoje foi o primeiro dia de aulas do segundo semestre. Mega confusão porque ainda anda tudo a tentar meter-se nas cadeiras que não conseguiu apanhar nos leilões. Sim, porque aqui eu escolho as minhas opcionais ao estilo ebay, 1000 pontos por aluno para cada semestre e toca a usar a melhor estratégia para leiloar os créditos necessários nas cadeiras que realmente queremos.
O meu resultado não foi mau, só estou pendente de ser aceite numa cadeira e de resto consegui cadeiras populares com professores excelentes. Tenho uma cadeira que promete ser um viveiro de citações durante o semestre. A cadeira é sobre ‘Economic Issues’ e o tema de hoje era o papel da mulher na economia. Durante 90 minutos de aulas houve algumas pérolas:
“Who are the happiest people? Single women and lesbians. It’s proven! There are studies on that. You know who are the unhappiest people? Single men.”
“Women who want a career need a househusband. Look around, see which women got to the boards and you’ll see. There is no way you can have 2 careers in a family with kids. So women, if you’re looking for a career, look around. These men are not the men you want to marry with.”
“Companies lie all the time. When you’re in a plane and they tell you how to use the life jacket? They’re lying! The truth is that if a plane crashes in the sea YOU DIE! It never happened that a plane crashed in the sea and there were survivors. So what companies should say is, if we have an accident over the sea, we’ll all die”
Isto promete! :)

Tuesday, January 29, 2008

MIT nas horas livres

Há dias alguém me perguntava se o MBA era assim tão duro como diziam e se de facto tínhamos tempo para outras actividades para alem do estudo. E eu, com lágrimas nos olhos, lá fui contando as misérias de um estudante de MBA e da vida de reclusão. Eis o que os estudantes de MBA fazem nas horas livres: vídeos. Neste caso de preparação para a Latin Party!

Saturday, January 26, 2008

Strange Case of Dr. Jekyll and Mr. Hyde

Ontem saquei a minha personalidade a reluzir. Estava eu a espera da minha entrevista juntamente com mais uma dúzia de companheiros da escola quando subitamente comecei a ouvir a voz do meu outro eu. O Montanelas, velho companheiro de outras guerras, resolveu aparecer na melhor altura.
- Man, olha a volta. Estes weirdos vão ser os teus futuros companheiros de trabalho caso consigas este emprego. Isto é um freak show!
Eu tentei calar o Montanelas mas ele não se deixou ficar. E assim quando entrei para a entrevista éramos dois os entrevistados em vez de um. Devo dizer que não deixou de ser divertido
- Então porque é que quer esta carreira?
- Montanelas: Não quero! Isto é um anito ou dois máximo para ganhar umas massas e depois bazar para trabalhar com gente normal! Freak!!
- Hugorila: Pelo desafio profissional bla bla bullshit bullshit
- E porquê especificamente a nossa empresa?
- Montanelas: Pelas Gajas! És cego ou boiola?
- Hugorila: A reputação bla bla bullshit bullshit
E por aí fora. Para resumir, graças ao Montanelas já não sei o que quero fazer. Se alguém tiver um bom conselho sobre o tipo de emprego que acha mais adequado a minha pessoa (e ao Montanelas também) eu sou todo ouvidos.

Wednesday, January 23, 2008

O Stressómetro

Contextualizo. Janeiro é o mês forte de recrutamento por cá. As aulas param e a malta dedica-se a entrevistas durante quase todo o mês. É quase um circo, com todas as empresas a aparecer, a malta nervosa a espera de ser chamada, alguns fatos com cheiro a naftalina a girar pelos corredores.
No primeiro dia em que entrei na escola depois das férias de natal o meu stressómetro começou a apitar desalmadamente. Estava em vermelho quase a rebentar a escala. Passaram-se! Malta encerrada das 9h as 21h desde o natal a preparar entrevistas, incapazes de sair um só dia da semana para tomar um copo ou de ter qualquer conversa que não fosse relacionado com o tão desejado ‘Dream Job’. Serei eu o anormal? É bem possível. Resolvi não perder tempo a pensar nisso e deixei de me preocupar com a buzina constante do meu stressómetro.
Depois de duas semanas a margem da loucura generalizada, hoje tive um banho de realidade. 8h da manhã tive a minha primeira entrevista. Houve de tudo. Ele era gente que não podia parar de tremer antes de entrar na entrevista, outros que saiam a chorar da entrevista (!!), perguntas como ‘De 1-10 como é que correu a entrevista?’. Isto tudo de gente com vários anos de experiência de trabalho, que certamente já fizeram dezenas de entrevistas. O meu stressómetro deixou de funcionar, creio que tanta emoção o deixou em colapso.
Será que vale a pena tanta angústia por um posto de trabalho?